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Tudo pelo Aniversário
A Record já deu o sinal verde para a produção dos programas que marcarão as comemorações dos 55 anos da emissora. O “Especial Sertanejo”, com apresentação de Juliana Silveira, entrará no ar no sábado, 27 de setembro, dia do aniversário. Se tudo correr dentro do previsto, no dia 22 de setembro, segunda-feira, será exibido o “Repórter Record” que contará a história da emissora e mostrará imagens dos bastidores. Os responsáveis pela programação também receberam autorização para o início dos trabalhos dos especiais de fim de ano.

Audiência Estabilizada
A equipe do reality show do SBT comemora a fidelidade do público, já que os índices permanecem estabilizados nas últimas semanas. “Astros” continua a apostar no humor e nos calouros bizarros que aparecem as audições. Dificilmente, “Astros” deixará o “SBT Show”.

Ainda na 1ª Fase
O programa “Ìdolos” conseguiu permanecer 37 minutos na liderança, apesar da concorrência com parte do jogo da Seleção Brasileira. O reality show mostrou mais uma parte do processo de seleção, apostou na boa edição e no humor como fio condutor de mais um episódio.

Zero a Zero
Apesar do placar que revoltou o torcedor, o jogo Brasil X Bolívia prevaleceu na preferência do telespectador nesta quarta-feira. Apesar de uma queda nos índices do futebol, principalmente aos domingos, as partidas envolvendo a seleção brasileira conseguiram manter o patamar tradicional.

O Futuro das Novelas
O departamento de dramaturgia do SBT já trabalha na escolha do título que substituirá “Pantanal”, no início de 2009. Um grupo defende a reprise de “Dona Beija”, trama que também foi adquirida pelo SBT, para manter a audiência do público que aprovou a reprise da produção da extinta Manchete. Há também quem tente convencer a alta cúpula da emissora que uma adaptação dos textos de Janete Clair daria um ar moderno ao SBT e condições mais favoráveis para a comercialização da trama.

Sem horário político, SBT fatura a audiência em Brasília

Que as TVs perderam audiência com a entrada do horário eleitoral gratuito, todos já sabem. Mas e em Brasília, onde não há eleição e, portanto, não há propaganda eleitoral? Bem, lá quem está sorrindo de orelha a orelha é o SBT.

É a única emissora aberta a ganhar audiência. Botou no ar entre 20h30 e 21h a série americana Um Maluco no Pedaço, estrelada por Will Smith, e conseguiu crescer seu ibope de 10 pontos para 13 pontos. A Globo está reprisando JK. A audiência média da líder no horário caiu de 37 pontos para 32. Proporcionalmente, a queda da Record foi ainda maior: de 11 pontos para 7 pontos, 34% a menos.

NOVELAS BRASILEIXICANAS

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O acordo entre a Record e Televisa para a produção de novelas fechou a semana nos agitados bastidores das TVs. A assinatura do documento já era anunciada, mas demorou para sair por vários motivos, entre eles a determinação do peso de cada empresa nas decisões que serão tomadas. A Record conseguiu garantir uma certa autonomia, afinal executivos mexicanos, mesmo que mergulhem na realidade brasileira, estão longe das mudanças de comportamento em nosso país. É preciso levar em consideração que a concorrência na nossa TV é bem diferente da mexicana e qualquer erro neste momento pode ser fatal para a Record, que não quer se ver engessada como o SBT. Parcerias comerciais em comunicação são inevitáveis num mundo globalizado que visa lucro rápido e vendas internacionais, mas ninguém pode esquecer que o gênero mexicano já não tem o mesmo apelo junto ao telespectador brasileiro. Se não houver uma boa adaptação, Record seguirá o caminho do SBT e, a médio prazo, estará refém de um texto linear que agrada nos países da América Latina, mas que perde espaço no Brasil.
O comunicado divulgado pela Record destaca que “as novelas contarão com a participação de atores, atrizes e diretores brasileiros que utilizarão a infra-estrutura de produção do Recnov-RJ. O custo de produção das novelas será pago pela TELEVISA e toda a receita oriunda da comercialização de publicidade, merchandising, licenciamento de produtos, vendas internacionais/nacionais da obra visual e da adaptação feita pela RECORD será dividida entre as partes. A previsão é que a nova produção seja exibida na faixa das 19 horas”.
Portanto, prepare-se: 19h novela adaptada, 20h Jornal da Record, 21h Novela Brasileira 1, 22h Novela brasileira 2.

Claudete Troiano participa do “Domingo Legal”

No Domingo Legal desta semana, Gugu Liberato recebe no palco os mais novos contratados do SBT: Claudete Troiano, Ellen Jabour, Alexandre Bacci e Francesco Tartallo. Eles contarão alguns detalhes sobre o programa Olha Você, que estréia na próxima segunda-feira (1º), às 17h, no SBT.

Em forma de revista eletrônica, a nova atração é tida como uma aposta do canal de Silvio Santos.

‘Ídolos’ tenta fundir ‘Big Brother’ com programa de calouros

Há algo fora da ordem em chamar um programa como Ídolos de “reality show”. A atração que a Record apresenta às terças e quartas-feiras à noite parece escapulir às definições do segmento. Menos que realidade, sugere um delírio, uma alucinação coletiva em busca dos 15 minutos de celebridade que o artista plástico Andy Warhol profetizou em 1968.

Na verdade, Ídolos é um híbrido entre atrações como Big Brother e Supernanny e os antigos programas de calouro, que migraram do “vaudeville” e do rádio para a televisão. E, com eles, uma idéia de popular como grotesco, bizarro e risível. Por isso a importância de exibir as performances dos candidatos eliminados, selecionados na base do “quanto mais estranho melhor”.

Desde os tempos de Ary Barroso, em seu clássico Calouros em Desfile, as figuras mais simples estão à mercê dos humores do apresentador e dos jurados. É sintomática a presença de candidatos com um visual diferente, seja andrógino, obeso, tatuado ou com ingênuos dreadlocks.

A estrutura do programa expõe ao extremo os aspirantes a ídolo. Não é fácil cantar “a capella”, ou seja, sem qualquer acompanhamento instrumental que auxilie o artista no tempo e na dinâmica musicais. A quase totalidade das vozes de Ídolos não são educadas e se arriscavam entre vibratos casuais e uma tediosa brancura. Muitos se destacaram mais pela presença física e desinibição do que pelas qualidades vocais. E, honra seja feita, alguns demonstraram grande expressividade, com muito a dizer.

A avaliação realizada por Paula Lima, Marco Camargo e Luis Calainho beira a mediunidade. Em pouquíssimos compassos, eles são capazes de julgar as características vocais, movimentação em cena e interpretação. Certamente nem todo o processo de seleção chega à TV.

A tentativa de atualizar o programa de auditório parece defasada no que ele representou para o país e no que ele se tornou. Pelo que foi e é mostrado em Ídolos, o melhor da produção e interpretação musical busca outros canais para se mostrar. E nenhum desses concursos ainda apresentou um cantor que tenha emplacado, a despeito dos esforços de produções milionárias.

Nem sempre foi assim. Grandes artistas já saíram dos programas de auditório. Roberto Carlos, Cauby Peixoto, Elza Soares, Agnaldo Timóteo, Raul Seixas, Guilherme Arantes, Gonzaguinha e inúmeros outros se arriscaram diante de júris com personagens igualmente marcantes, do eternamente sisudo pianista Zé Fernandes e da grande cantora Aracy de Almeida – atrás de óculos escuros de assustar – às eternamente benevolentes Marcia de Windsor e Elke Maravilha.

Ídolos aponta para uma nova maneira de exibir calouros na TV. De certa forma, é uma tentativa de se encontrar uma sobrevida para a indústria fonográfica ante o impacto do digital – leia-se pirataria e internet, em sua produção e distribuição. Se vai dar certo, só tempo dirá.

O programa Ídolos vai ao ar na terça-feira, às 23h, e na quarta, às 22h45, na Record.

Créditos: Mauro Trindade / O Dia

‘Brothers’, de Supla e João Suplicy, estréia sábado na Rede TV!


Estréia no próximo sábado, na Rede TV!, o programa “Brothers”, que será apresentado pelos irmãos Supla e João Suplicy. Voltada para o público jovem, a atração  terá reportagens inusitadas, câmeras escondidas, flagrantes da vida real, games, promoções, pseudo-documentários, entre outros. O público também poderá participar, enviando vídeos para a produção.

Saiba quem vai apresentar com Claudete Troiano o programa “Olha Você”

Acabou o mistério, em torno do nome da apresentadora que integrará a equipe do novo programa Olha Você, com Claudete Troiano, que o SBT prepara para colocar no ar. As até então cotadas para a vaga, Giane Albertoni e Isabela Fiorentino, foram descartadas.

Quem ganhou a parada foi a bela Ellen Jabour, ex-repórter do Vídeo Show, da Globo. Além da loira, outro global que fechou com o SBT foi o jornalista Alexandre Bacci (ex-Esporte Espetacular).

O chef Francesco Tarallo também está na atração. Todos dividirão a bancada da revista eletrônica com a veterana Claudete Troiano.

Todos os detalhes do programa – quadros, data de estréia, horários e configuração do projeto – serão informados durante uma coletiva de imprensa, a ser realizada na próxima quarta-feira (27).

A nova atração do SBT será exibida de segunda à sexta-feira e terá direção de Ocimar de Castro, ex-diretor do Hoje em Dia, da Record.

Band tira Daniela Cicarelli das tardes de domingo

Por não ter sido muito bem-sucedido em termos de audiência – a atração dava média de 2 pontos -, o programa Quem Pode Mais!, apresentado por Daniela Cicarelli, na Band, muda de dia e horário. Das tardes de domingo passa para as noites de sábado.

No próximo dia 30, Cicarelli já estréia em novo horário, às 22h, no lugar de A Grande Chance, de Gilberto Barros, que saiu da grade da emissora.

A assessoria de imprensa da Band informou que a idéia é ter um programa dedicado ao público jovem, nas noites de sábado, o que atualmente não há na tevê brasileira.

Quem Pode Mais! se juntará à reprise do Custe o Que Custar (CQC) e ao A Noite é Uma Super Criança.

Já na estréia em novo dia, o programa será temático e trará, ao vivo, a cobertura da Festa do Peão Boiadeiro de Barretos. Cicarelli comandará a atração, ao vivo, e contará com links da cobertura, feitas pela reportagem da emissora.

Mudanças e novos quadros também estão programados para o Quem Pode Mais!.

Tom Cavalcante estréia novos quadros no “Show de Humor”

João Gilberto é o novo “homenageado” com um personagem de Tom Cavalcante. No último sábado (23), o humorista estreou dois novos quadros em seu “Show de Humor”, na Record.

Tom Cavalcante interpreta Tão Gilberto, homenagem ao cantor
No clima das comemorações dos 50 anos da bossa nova, Tom apresentou sua mais nova criação: o personagem Tão Gilberto, uma homenagem a João Gilberto, que se apresentou ontem no Rio e nos dias 14 e 15 de agosto em São Paulo.

O humorista cearense pega carona nas polêmicas que envolvem o mito da bossa nova.

Para compor seu novo personagem, que toca violão e canta sentado em um banquinho, igual ao cantor baiano, Tom usa duas grandes orelhas.

O diretor do programa, Bruno Gomes, que o humorista comprou essas orelhas nos Estados Unidos e estava aguardando a oportunidade de utilizá-las.

“Dança do Créu”

“O Tão Gilberto cantou músicas como a “Dança do Créu”, em ritmo da bossa nova, e também a cantiga infantil ‘Sapo na Lagoa'”, contou Gomes, sorrindo. “O personagem deve continuar nos próximos programas”, revelou. A música “O Pato” é um dos grandes sucessos da carreira de João Gilberto.

Para o próximo sábado (30), está programado o encontro entre Tomberto Carlos e Caetano, numa paródia ao show da dupla tarimbada da MPB que acontece nestas segunda (25) e terça (26), no Auditório Ibirapuera, em São Paulo.

Loira

Vestido de Ana Maria Bela (paródia da apresentadora da Globo Ana Maria Braga), o humorista recebeu o cantor Daniel, no quadro “Demais Pra Você”. Outros artistas também participaram, fazendo perguntas em vídeo para o cantor.

O programa ainda exibiu as reprises de “Tribunal de Família” com Reginaldo Rossi e Jarilene –empregada doméstica vivida por Tom Cavalcante– e também o quadro “Aerotom”, com o personagem Tomberto Gil.

Pequim encerra seus Jogos Olímpicos em festa com clima de dever cumprido

Sem o tom nacionalista da abertura, cerimônia apostou em espírito universal, já apontando para os Jogos da cosmopolita Londres

Agência/Reuters

E novamente o estádio Ninho do Pássaro se encheu com cerca de 91 mil pessoas. Desta vez, para encerrar a 29ª edição dos Jogos Olímpicos, apontados por jornalistas do “The New York Times” como os mais bem organizados de todos os tempos (opinião da qual Fabiana Murer, decerto, discorda).

O começo teve elementos semelhantes aos vistos na abertura: contagem regressiva feita com fogos de artifício (ou efeitos de luz, provavelmente), a multidão cantando o hino chinês junto com o presidente Hu Jintao, a tradicional percussão fou sendo tocada por crianças, mulheres e homens. Desta vez, porém, o baticum foi amplificado por dois tambores gigantes…

Depois, mais uma especialidade chinesa: a onda humana no centro do gramado, formigueiro de figurantes milimetricamente coreografado formando um circuito para rodas de luz. E a China, que durante o maoísmo foi o país das bicicletas, revisitou seu passado recente numa bela imagem em azul e vermelho.

O presidente do Comitê Organizador de Pequim 2008, Liu Qi, comemorou os 38 recordes mundiais quebrados e mencionou o legado deixado, tanto esportivo quanto cultural, lembrando os slogans bem ao gosto marketeiro do regime chinês: Olimpíadas verdes, Olimpíadas high-tech e Olimpíadas do Povo.
– Durante os jogos, o mundo esteve unido como uma família olímpica. Foi uma grande celebração do esporte, uma grande celebração da paz e uma grande celebração da amizade – discursou Qi.

No desfile de atletas, a mistura de nações e continentes já marcou a transição de Pequim, da milenar civilização tradicionalmente fechada, à cosmopolita Londres, palcos dos Jogos Olímpicos de 2012. Chineses, bielorussos, espanhóis, jamaicanos, americanos e quenianos, gente de 204 países festejou junta com alegria contagiante – que pode ser creditada tanto ao fim dos Jogos como pela proximidade da volta para casa e o reencontro com suas famílias..

Maurren Maggi, a porta-bandeira brasileira, foi a 39ª atleta a aparecer, mas não foi muito destacada pelas câmeras da transmissão internacional. O levantador Marcelinho, emocionado, apareceu beijando sua medalha de prata, já recuperado das lágrimas vertidas após a derrota na final para os EUA.

Jacques Rogge, presidente do Comitê Olímpico Internacional, entregou as medalhas para os maratonistas, honra que a prova olímpica mais nobre reserva aos seus heróis: ouro para Samuel Wansiru, do Quênia; prata para Jaouad Gharib, do Marrocos; e bronze para Tsegay Kebede, da Etiópia. E o hino do Quênia ecoou no Ninho de Pássaro.

Depois da homenagem aos voluntários que trabalharam na organização, um outro hino foi executado: o grego, por tradição olímpica. Como a Grécia não ganhou nenhuma medalha de ouro em Pequim, foi a primeira vez que a melodia foi ouvida nesta edição dos Jogos. Ainda seria escutado na festa outro hino, o britânico: “God Save The Queen”, logo após a extinção da chama olímpica.

Um espetacular ônibus de dois andares, tipicamente londrino, fez a transição para a próxima aventura na epopéia olímpica moderna. Ele foi se transformando numa representação da Torre de Londres, de onde, espetada em um micropalco feito destaque de escola de samba, despontou a cantora Leona Lewis (vencedora da versão inglesa do reality show de calouros “American Idol”). Acompanhada pelo legendário guitarrista do Jimmy Page, do Led Zeppelin, ela interpretou uma versão surpreendentemente boa de
“Wholelotta Love”, clássico da banda inglesa. Page fez todas as caretas costumeiras ao solar, em playback, e empolgou o estádio. David Beckham, entrando mudo e saindo calado, também causou comoção. Bastou chutar uma bola e dar simbolicamente o pontapé inicial dos Jogos de Londres.

Ainda haveria um número musical pop estrelado por cantores chineses e coreanos, com o refrão “Beijing, Beijing, I love you”, e um duo entre o tenor espanhol Plácido Domingo e a soprano chinesa Song Zuying.

Perto do fim, foi erigida no centro do palco uma belíssima Torre da Memória. Alguns cariocas enxergaram semelhanças entre a estrutura e o carro do DNA usado pelo carnavalesco Paulo Barros, da Unidos da Tijuca, em 2004. Se não foi tão “inesquecível” quanto a abertura, o fim dos Jogos de Pequim teve a vantagem da duração bem mais curta (“apenas” duas horas) e o mérito de apontar para outras belezas. Entre elas, a beleza da diversidade.